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Correspondência recebida
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De: AMarcolini
Célia,
Por indicação do Jornal Reciclado, visitei a página Consciência.net e fiquei encantada com a variedade de assuntos. Muito bons os artigos. É tanta matéria que nem pude ler tudo ainda. Acho que você pode novamente lembrar o pessoal para dar uma olhada, pode publicar mais alguma coisa sobre eles.
Andrea

De: Pedro Correia
Estou encaminhando o editorial da UNAFISCO sobre a Reforma da Previdência, intitulado "Caiu a Máscara". Acho que vale a pena divulgar.
Um abraço.

"Caiu a máscara", editorial do Unafisco sobre os interesses envolvidos na reforma

A votação em primeiro turno da PEC 67 foi uma demonstração inequívoca de que os interesses particulares são mais importantes que os da sociedade. Apesar do resultado negativo, a votação serviu para mostrar quem está do lado dos servidores. No início da sessão de quarta-feira passada, a senadora Heloísa Helena (PT-AL) denunciou no plenário a estratégia do bloco governista de evitar discutir qualquer modificação no texto da reforma da Previdência. "Eles têm medo, pois dessa maneira vão deixar cair a máscara", declarou, referindo-se à contradição existente nos discursos de seus companheiros de partido, que nos governos anteriores eram contra a taxação dos aposentados e a favor da paridade, mas que agora defendem o projeto que retira direitos de servidores públicos. E foi o que realmente ocorreu. Apenas dois destaques foram aprovados, de um total de dez.

Um dos destaques aprovados, o do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), foi exatamente o único que deveria ter sido rejeitado, pois permitiu a concorrência entre o sistema público e o privado na cobertura de acidentes de trabalho.

Em outras palavras, é a privatização do sistema. A aprovação desse destaque também mostrou que o PFL, que vinha posando de oposição durante todo o processo, tinha interesses particulares nesse ponto. Os maiores interessados na concorrência para a cobertura dos acidentes de trabalho são os bancos, que vêm financiando as campanhas do PFL. Os parlamentares do PMDB também foram peças-chave na questão da privatização do sistema de seguro. Como o PT liberou as bancadas do bloco governista para votar da maneira que achassem conveniente nesse ponto, boa parte do PMDB fechou acordo com o PFL e conseguiu aprovar o destaque. O que há por trás desse acordo não está explícito, mas é óbvio que os parlamentares desses partidos não estão tratando de matérias de interesse da sociedade.

A postura dos parlamentares é, no mínimo, vergonhosa. Não se está decidindo a vida de uma parcela pequena da população e sim de milhares de brasileiros, que estão vendo seus direitos serem subtraídos da Carta Magna por sugestão do presidente da República, eleito com o voto de milhares de brasileiros (entre eles os servidores públicos), prometendo mudanças para melhorar o sistema e não para jogá-lo nas mãos da iniciativa privada, cujo objetivo é o lucro, antes de qualquer outra coisa.

(Unafisco)

De M.Freire
Data: 27/11/2003 13:51
Assunto: Doutores e Assassinos

Só para mexer com a memória

----- Original Message -----
Sent: Tuesday, November 25, 2003 12:00 PM
Subject: [HISTEDBR] DOUTORES DA USP
Os doutores da USP

Vocês se lembram do estudante de medicina que foi encontrado na piscina da USP, morto em 1999, acabando por morrer afogado mecanicamente (isto significa, que mesmo ele não sabendo nadar, ainda assim, foi jogado várias vezes ao fundo da piscina, mais ou menos durante uns 5 minutos em estado de agonia até que não resistisse mais) num trote realizado na USP?

Então, vocês têm que saber que até hoje, no ano de 2003, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz.
Mas, brasileiro que é brasileiro não pode esquecer os nomes dos acusados que hoje estão livres e exercendo sua profissão livremente.

Tome nota dos acusados:
1) Dr. FREDERICO CARLOS JAÑA NETO, não mais chamado pelos amigos de "Ceará", para que ninguém se lembre dele pelo apelido, que ficou associado à tragédia de 1999. Formado pela USP, tem 28 anos, e atende no Hospital das Clínicas de SP;
2) Dr. ARY DE AZEVEDO MARQUES NETO, tem 25 anos e na época, era aluno do 3º ano e presidente da associação atlética e foi dele o grito de guerra para que os calouros fossem jogados na piscina que possui entre 2 a 4 metros de profundidade);
3) Dr. GUILHERME NOVITA GARCIA, especializado em ginecologia (cuidado mulheres!), também cursa cirurgia. Tem 29 anos e apelidado de "Campanha", admitiu ter feito brincadeiras para assustar os calouros e admite ainda ter jogado uma estudante na piscina naquele dia;
4) Dr. LUÍS EDUARDO PASSARELLI TIRICO, titular do time de basquete da faculdade e considerado o "mauricinho" da turma. Tem 24 anos, e junto com FREDERICO E GUILHERME, foram denunciados.
Não podemos também de nos esquecer do Sr. Dr.MÁRCIO THOMAZ BASTOS, que foi neste ano de 2003, anunciado no ministério do nosso presidente Lula, e que 24 horas depois da anunciação ao ministério, pediu a SUSTAÇÃO DO PROCESSO NA JUSTIÇA. Tudo isso porque, ele era um dos advogados de defesa do Dr. LUÍS EDUARDO PASSARELLI TIRICO.
A postura do Sr. MARCIO THOMAZ BASTOS: disse que a "relação entre a suspensão do processo e a minha indicação é uma falsa ilação".
Mas segundo a promotora responsável pelo caso Dr. Eliana Passarelli: "é no mínimo uma coincidência muito estranha o fato de a ação ser interrompida um dia depois da nomeação de Márcio Thomaz Bastos, sabendo-se que ele defendia
um dos acusados".
Portanto, sem que a ação prossiga, até hoje,outubro de 2003, o único culpado foi a própria vítima, EDISON TSUNG CHI HSUEH, que pagou com sua própria vida, por ter se esforçado para entrar no curso da USP.

BRASILEIRO QUE É BRASILEIRO, NÃO PODE ESQUECER.

SÓ ASSIM CONSEGUIREMOS EVITAR OS DOUTORES "JORGE FARAH" DE NOSSAS VIDAS E DE NOSSA SOCIEDADE. GUARDE OS NOMES DELES PARA QUE VOCÊ SAIBA QUE ELES ESTÃO POR AÍ, A SOLTA.
REPASSE ESSE E-MAIL NÃO POR COMPAIXÃO, MAS SIM, PARA QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA, PORQUE SÓ ASSIM PODEREMOS SONHAR COM UMA SOCIEDADE JUSTA, HONESTA E COM MENOS VIOLÊNCIA.

Mensagem de J. Morais

Assunto: " Conheça "Seu" Alberto, o Carioca " (ZM)

Anexos: Reportagem JB 03-11-03

Alô, Amigo(a)s !
( ... )
Não há palavras para descrever as figuras de "Seu" Alberto e D. Elizabeth.
Grande parte dos textos que repasso a vocês me são enviados por ele.
Um grande abraço do ZM.
.........................
Jornal do Brasil 03/11/2003

Paixão revolucionária pela notícia
Comunista convicto, leitor octogenário se adapta à era da internet

Octogenário, antenado e eterno militante comunista. Sem saudades do passado de tantas histórias políticas e hoje aposentado do funcionalismo público, Alberto Francisco dos Santos, aos 85 anos, diz só acreditar no hoje e no amanhã, pois o ontem "é apenas orgulho da vida". Os comícios que fazia a plenos pulmões nos bondes, na décda de 30, carregam ainda o mesmo entusiasmo, agora pelo computador. Conectado à Internet, ele lê, diariamente, os jornais Pravda da Rússia, e o Le Monde, da França. Mas antes, às 6h, é o mesmo jornal que, desde os tempos longínquos da adolescência, prende sua atenção.
- Leio o Jornal do Brasil de cabo a rabo, mas gosto mais das notícias internacionais. Aprendi a ler jornais aos 13 anos, no açougue do meu pai, entre um freguês e outro, depois que fazia a entrega da carne, às 5h. Mas só até o meio-dia, quando eu ia para a escola. Antigamente, os açougues eram os estabelecimentos que abriam mais cedo, por isso vendiam jornais - lembra Alberto, que tem seis filhos, 20 netos e 10 bisnetos.
A orientação comunista, compartilhada com a esposa desde antes do casamento, foi passada aos filhos, que também lutaram pela causa, à qual Alberto aderiu no 1o. Congresso Brasileiro contra a Guerra e o Fascismo, em agosto de 1934. No Cogresso da Paz contra a Guerra na Coréia, na sede da UNE, ele foi segurança do partido com João Saldanha. Os dois foram feridos pela polícia.
- Meus quatro filhos mais velhos foram processados em 1964. Nenhum foi preso como eu, só detido - conta, orgulhoso, Alberto, que fazia de seu apartamento no Lins o esconderijo de perseguidos pelo regime militar.

Jussara Padilha, que se diz "leitora permanente" deste Jornal Reciclado, envia um cálculo interessante sobre o palacete do banqueiro Cid Ferreira, do Banco Santos :

"você acha que um apartamento de 200 m2 é um bom apartamento? Muito bom, não? Pois esta mansão comporta 22 apartamentos desses. O vendedor de churrasquinho que se estabeleceu próximo da obra para ganhar um dinheirinho com a peãozada (são 390 operários) espera juntar um dinheirinho para comprar também a sua casa. Seriam uns 50 m2? Pois caberiam 90 dessas casas, para mais de 400 pessoas. Considerando que o custo do metro quadrado de construção de luxo é mais alto, certamente daria para construir e colocar toda infraestrutura em uma vila para 120 famílias, talvez 500 a 600 pessoas."

O Jornal Reciclado estima que daria para muito mais, Jussara. O vendedor de churrasquinho estaria pensando em gastar mais que uns 40 mil reais na sua casinha? Certamente que não, então, em casinhas de 40 mil reais, uma construção que já consumiu 50 milhões antes de estar pronta, daria para 1.250 casas. Umas 5.000 a 6.000 pessoas!

De: dmartini
Data: 06/10/2003

Célia
O site do Jornal Reciclado está cada vez melhor. Eu o tenho recomendado sempre para os meus colegas e meus amigos também.
Queria que você continuasse falando das reformas, principalmente da reforma da Previdência, que ainda não é assunto encerrado, a luta continua no senado.
Obrigada.

D. Martinelli

De: eliseu
Data: 06/10/2003

Estou escrevendo para esta equipe para dar os parabéns pelo belo trabalho.

Eu sempre me interessei por política e agora que tenho internet estou lendo mais aqui e gostei muito das referências que vocês dão, eu tenho 74 anos e estou começando agora, mas vou sempre participar.

Ficar observando o governo e o congresso é muito bom, nós temos mesmo que participar.

Eliseu C. Brasci

De: jmorais
Data: 06/10/2003

Alô, Amiga(o)s !
O "e-companheiro" Amaury nos enviou a mensagem que transcrevo a seguir.
Um abraço do ZM.

Aqui vai mais uma garimpagem do Amaury, na Folha de S. Paulo de hoje, no artigo diariamente assinado na pág. 3 ( Opinião ) por Clóvis Rossi, do Conselho Editorial da Folha. Mais uma vez lembro que essas minhas garimpagens não são movidas por preferências político-partidárias , religiosas ou coisas similares . Mas, apenas, pelo espírito de pluralismo de idéias . Tanto mais que vejo que Clóvis Rossi parece não se conduzir por preferências pessoais . Mais vamos ao texto de Rossi :

E o PT tinha razão

São Paulo - Se o governo Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou plenamente confiável aos olhos do mercado, se fez tudo o que a ortodoxia manda, se arquivou tudo o que dizia no passado recente ( eram "bravatas", como fez questão de deixar claro o próprio presidente ) , então por que diabos o investimento na economia brasileira continua indigente ?
Pior : foi, no segundo trimestre do ano, o mais baixo desde igual período de 1993 ( antes do Plano Real, portanto, e, por extensão, no período de inflação desbocada, que é inimiga do investimento, certo ? ).
De acordo com os dados do IBGE, o investimento estacionou em 17,88% do PIB . Para que o país cresça entre 4 e 5% ao ano, é necessário que a taxa de investimentos gire entre 25% e 26% do PIB ", calcula Carlos César Sobral, gerente da equipe das Contas Financeiras Trimestrais do IBGE, conforme o relato de Chico Santos ontem nesta Folha.
Ou, em outras palavras, para que o crescimento se aproxime do prometido pelo governo Lula ( 5% ao ano ) , será preciso que o investimento aumente em 50% doravante. Quem aí aposta que haverá um aumento desse porte ? Ou mesmo que haverá algum aumento , qualquer um ?
Afinal, qual a lógica que levaria empresas e indivíduos a investir em uma economia que patina há anos, sem que ao menos se insinue uma política econômica capaz de mudar o rumo e fornecer alguma algum estímulo ao crescimento ?
A resposta, por irônico que pareça, está nas análises que o PT fazia até meados do ano passado, condenando a política econômica por favorecer o capital financeiro em detrimento do capital produtivo. O PT tinha razão. Pena que faça agora o que condenava antes.
A propósito: quem acha que são só os mal chamados radicais que estão insatisfeitos com o "new PT" que tome nota da saída de Eduardo Jorge para o PV. Um dos cada vez mais raros políticos que ainda nos permitem acreditar na política, sua saída, silenciosa como é de seu hábito, faz assim mesmo ensurdecedor o ruído.

Pela transcrição, com um abraço. Amaury

ACONFRARIA - Revista Eletrônica de Livrepensar
Brasília, setembro 2003 – Atualizada semanalmente ou sempre que houver motivo

Olá!

Conheça a revista A Confraria, sempre com novos artigos e matérias sobre política e sociedade nas colunas Ao Mirante Nelson, Eu escrevo, Eles Escrevem, TT Catalão e outras.

A seção Cultura & Artes, de poesia, artes visuais, crônicas, cinema e música já está no ar com textos e imagens de Xenïa Antunes, Nicolas Behr, TT Catalão, Marcelo Guimarães Lima, Janus Mazursky e Arturo Bandini.

A seção Mentecorpo, por Nelson Marins, oferece uma deliciosa e divertida abordagem sobre comunicação com os artigos da série “Quem não se comunica se trumbica”.

Curta também “Alice, o teu país”, uma viagem poética, política e social pelo Brasil e veja fotos dos fatos que registram cenas da capital federal.

Se você quer divulgar algum evento artístico ou literário na seção Cultura & Arte em Brasília, entre em contato conosco por e-mail. E se o seu pensamento se alinha com o conteúdo da revista e quiser ser um colaborador, envie-nos seus textos, poemas, artigos ou imagens (mais informações no site, em Como Colaborar).

Abraços

xenïa antunes

editor@aconfraria.com.br

De: A. Santos

Celia,

( ... )com a vivência de mais de 60 anos acompanhando e participando das lutas de nosso povo, acredito que uma equipe de jovens revolucionários como é formado o governo, não se deixarão enredar por Sarneys, ACEmes e tantos outros eternos donos do poder a favor dos ricos e contra as camadas sofridas de nosso povo, porém a vigilância que você e tantos patriotas estão exercendo é fundamental. Não é necessário desesperar, a libertação da dominação do capital explorador é tarefa difícil e longa. Na mesma direção ofereço mais um trabalho que peço examinar.

Sent: Friday, September 19, 2003 10:59 AM
Subject: Chávez e Lula

Chávez e Lula

Tarso Genro

Ministro de Estado

O governo do presidente Lula e o governo do presidente Chávez, da Venezuela, podem servir de parâmetros na América Latina, relativamente às abordagens possíveis da esquerda -dentro do Estado Democrático de Direito - para a transição de um modelo de desenvolvimento de estagnação econômica e mais concentração de renda a um outro modelo de recoesão social, desenvolvimento, emprego e distribuição de renda.

O coronel Chávez, um nacionalista sinceramente preocupado em defender os direitos dos pobres e excluídos, está cercado politicamente por um requerimento firmado por 2,7 milhões de pessoas. Elas pedem, constitucionalmente, um plebiscito para o encurtamento do seu mandato. O Produto Interno Bruto da Venezuela caiu 15% nos últimos anos e quem paga a conta não são os ricos ou setores médios privilegiados, com reservas dolarizadas. São as classes médias baixas e os trabalhadores de renda mínima, bem como os pequenos comerciantes, micro, pequenos e médios empreendedores.

Nada disso importa para certos setores voluntaristas que se sentem contemplados e satisfeitos quando o dogmatismo se torna ação: Chávez é que é corajoso ao ''enfrentar o imperialismo''. Independentemente de que a vida da ampla maioria do povo tenha piorado e que o próprio mandato do presidente esteja ameaçado por uma Constituição Democrática, que ele mesmo inspirou.

O presidente Lula tem sido solidário ao presidente Chávez. Como deve ser qualquer mandatário democrático e coerente com as idéias de justiça social, mormente num país como a Venezuela, em que a oposição é dirigida pelas piores oligarquias golpistas. As mesmas que enriqueceram pela apropriação privada do Estado e que souberam muito bem realizar, durante as décadas em que se sucederam no poder, a rapina de boa parte da riqueza da nação.

O grande erro do presidente Chávez foi subestimar as instituições e a sociedade formal, ou seja, aqueles grupos orgânicos da estrutura social, pelos quais passa a produção, a formação da opinião. Ali onde estão o saber técnico, a vida dos partidos, os interesses de classe e de corporações - justos ou injustos - através dos quais a política se realiza. Porque a política não é pura vontade imposta pela ação, mas é um conjunto de mediações, de engenharia de vínculos culturais e sociais, de intervenção na cultura, de apropriação das legalidades da economia. A política democrática moderna é a intenção pública transformada em ação hegemônica

Chávez não compreendeu isso, como compreenderam os grandes quadros políticos contemporâneos que, à esquerda, ao centro e à direita, souberam proporcionar aos seus países grandes avanços históricos: Lênin, quando compreendeu que a NEP era a própria possibilidade de manutenção da Revolução, com um rápido retorno a uma economia capitalista privada para reconstruir a Rússia destruída pela guerra; Kennedy, quando fez das reformas anti-segregacionistas o elemento vital da recoesão social da nação americana na década de 60; Winston Churchill, quando encarnou, acima das classes e das ideologias, a sobrevivência da nação inglesa agredida pelo nazismo.

Aqui no Brasil o presidente Lula, ao contrário do que ocorre com o presidente Chávez, constituiu um sistema de alianças que é a chave da governabilidade e do convívio harmônico entre os poderes. Isso ocorre sem o sufocamento da sociedade civil, mas, ao contrário, buscando integrá-la nas suas principais políticas públicas. Mudança com governabilidade e governabilidade para a mudança, eis a visão realista e, ao mesmo tempo, transformadora, que dá sustentação ao governo do presidente Lula.

O conteúdo das mudanças e o seu ritmo foram determinados, democraticamente, pelas eleições, quando a cidadania acolheu apenas parcialmente o programa de transformações do PT e nos orientou no sentido de ampliarmos a nossa sustentação política, através de um novo sistema de alianças no segundo turno. A composição minoritária do governo no Congresso Nacional foi outro claro sinal.

O presidente Lula governa a partir dessas condições, porque assim é possível governar dentro da Constituição, para fazer as mudanças possíveis - crescimento da economia, distribuição de renda e inclusão social -, cujo ritmo é determinado pela ação política democrática que consolida o Estado de Direito e afirma a cidadania.

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Fonte: Jornal do Comércio

Tarso Genro é ministro-chefe da Secretaria Especial do Desenvolvimento Econômico e Social

De: A. Santos

Celia julgo que este tema merece ser divulgado, não sei se foi recebido por você

Declarações de voto
Wladimir Pomar
Se qualquer "defesa" do governo Lula está se tornando, para alguns setores da esquerda, uma atitude de lesa traição, sinto-me na obrigação de fazer uma declaração de voto.
Mesmo que eu estivesse contra todas as políticas do governo Lula, eu ainda o estaria "defendendo". Porque não passa de estupidez supor que fomos nós, a esquerda, ou os representantes do capital, como já começam a afirmar alguns, que colocaram Lula e o PT no governo. Quem os colocou lá foi o povo brasileiro, na clara suposição de que estava elegendo a esquerda e os socialistas. Então, uma derrota do governo Lula, independentemente de ter ou não uma parte da esquerda contra ele, será uma derrota de toda a esquerda, uma derrota estratégica, cujas conseqüências negativas terão longa duração. Se alguém pensa que poderá escapar dessa sina, criando partidecos sem enraizamento nas grandes massas populares, certamente desconhece as lições da história.
Com esta visão, a "defesa" do governo Lula significa, antes de tudo, a defesa de uma vitória histórica do povo brasileiro, algo desconhecido nos quinhentos anos de nossa história, e no contexto de uma correlação de forças extremamente complexa. Em segundo lugar, a "defesa" do governo Lula significa distinguir aquilo que é tático do que é estratégico, aquilo que é concessão eventual diante de uma correlação de forças desfavorável, daquilo que é concessão relacionada com aspectos fundamentais da estratégia popular. Quem está considerando as reformas da previdência e tributária como verdadeira traição, certamente não faz aquela distinção, coloca tais reformas no quadro dos aspectos fundamentais da estratégia, e tem a mesma visão estratégica da direita do PT e da direita em geral.
Em terceiro lugar, a "defesa" do governo Lula significa aproveitar plenamente as condições, oferecidas pela chegada do PT ao governo, para resgatar a força social, hoje fragmentada, desagregada e desorganizada, dos trabalhadores e das grandes massas populares. Os programas sociais e de emprego do governo Lula, principalmente o Fome Zero, permitem à militância do PT atuar em faixas da população das quais sempre tiveram dificuldade em se aproximar. Permitem ajudá-las a recuperar sua dignidade através da criação de novas oportunidades de trabalho, do exercício da democracia de base, da auto-gestão e da auto-organização.
Em outras palavras, permitem recriar uma força social e política poderosa entre as camadas populares. Esta, na minha opinião, é a questão estratégica fundamental da atualidade. Somente com uma força desse tipo será possível mudar a correlação de forças e abrir campo para que o governo não seja obrigado a fazer tantas concessões táticas. Sem considerar tais questões, muitas das declarações de voto que atacam o governo Lula e o tomam como inimigo vão se perder em miudezas e não contribuirão em nada para acumular as forças necessárias que podem garantir ao governo Lula manter sua natureza popular e socialista.
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Fonte: Correio da Cidadania

Wladimir Pomar é escritor e analista político

De: A. Marcolini
Data: 17/09/2003
Assunto: Jornal Reciclado

Alô, pessoal do Jornal Reciclado!
Tenho lido sempre. Achei boa a idéia de concentrar num local as referências a notícias e artigos sobre o governo. Uma pena, este governo do Lula, eleito com tantos votos e com a esperança de todo o povo, não estar seguindo aquilo que todos esperavam. Também votei no PT e estou decepcionada, mas acho que nem tudo está perdido, alguma coisa boa está sendo feita sim.
Só que temos que ficar vigilantes.
Estou mandando um artigo do Roberto Mangabeira Unger, que saiu na página do PDT. Não sei se vocês publicaram antes e eu não vi.
Um abraço.
Andrea Marcolini de Souza

Faltando à Argentina

Roberto Mangabeira Unger

(Folha de S. Paulo - 16.09.03)

"Dois movimentos positivos ocorrem na diplomacia brasileira. Um é o esvaziamento parcial do projeto da Alca: o terreno de negociação demarcado pelos Estados Unidos e favorável a seus interesses vem sendo substituído por outros terrenos ou mais específicos ou mais gerais (a OMC) onde aqueles interesses terão maior dificuldade em se impor. O outro é a busca de acertos estratégicos com os demais países continentais em desenvolvimento. Esse segundo movimento, de enorme significado potencial para o Brasil e para o mundo, está ainda em seus primórdios. O primeiro passo é lutarem separadamente os países grandes e marginalizados por interesses pontuais: cada um por si. O segundo é atuarem juntos por interesses pontuais compartilhados (como o fim dos subsídios agrícolas). E o terceiro é lutarem em conjunto para reformar as regras do jogo econômico e político internacional. Apenas começamos a dar o segundo passo e a descobrir sua insuficiência.

Esses dois movimentos certeiros acontecem, porém, num vazio de debate a respeito de nossa política exterior, sem a âncora indispensável de projeto interno claro e forte de reconstrução nacional e sob a liderança de um governo que acaba de demonstrar sua covardia e sua confusão.

Dizia o cardeal Richelieu que os homens se revelam mais por pequenos atos do que pelos grandes. Nada mais revelador da natureza de nossos governantes do que a omissão conivente do governo brasileiro no enfrentamento da Argentina com o FMI. Excedendo-se na convicção sincera de que os adversários de antigamente sempre tiveram razão e apegado à conveniência ilusória de não intranquilizar seus supostos financiadores, públicos e privados, no Norte, o governo brasileiro violentou nossos interesses nacionais de duas maneiras distintas. Em primeiro lugar, porque convergir e solidarizar-se com a Argentina figuram entre nossos interesses nacionais mais profundos e duradouros, transcendendo preocupações de comércio e de conjuntura. E em segundo lugar, porque, com sua atitude evasiva, negou o governo brasileiro apoio a iniciativa importante para nosso futuro nacional. O Brasil só pode se afirmar e se desenvolver numa ordem global cujas regras econômicas e políticas abram espaço para rumos nacionais divergentes. O enfrentamento do FMI pelo governo Kirchner (enfrentamento agora bem-sucedido, a contragosto do governo Lula) marcou capítulo no esforço para construir tal ordem. Desmentiu mais uma vez os que prevêem apocalipse para quem rejeite o formulário dispensado por Washington e Wall Street.

Saiba o povo argentino que o acocoramento do governo brasileiro foi visto também no Brasil com indignação e com nojo. Não meça o compromisso dos brasileiros para com os argentinos pelas fraquezas dos homens que transitoriamente ocupam o poder entre nós. A grandeza da Argentina é a grandeza do próprio Brasil. Tudo que a enaltecer, que a libertar dos constrangimentos injustos a que tem sido submetida e que a ajudar a ficar de pé entre as nações enaltecerá nosso país. Que a Argentina releve como aberração o lambe-botas que levou o governo brasileiro a faltar para com ela na hora em que menos tinha o direito de fazê-lo. E que os brasileiros se preparem para se livrar, pelo voto, dos que são mundanos demais para mudar o mundo."

De: Vilma
Data: 16/09/2003
Assunto: Muito bom o seu site

Célia, o site está muito bom. Está nos mantendo atualizados de tudo, de assuntos variados. Agora vem aí a Reforma Trabalhista, será que o Governo do Partido dos Trabalhadores será o responsável por tirar direitos dos trabalhadores que nem as ditaduras mexeram?
Acho que você deve acompanhar bem esse assunto.
Um abraço.
Vilma Adauto

De: A. Rowe Data: 16/09/2003
Assunto: Exemplo de Ética e Moral Petista - Comprinhas
Celia,
Chi, tá começando a feder...

Exemplo de Ética e Moral Petista - Comprinhas "básicas"
Descubra como o dinheiro dos impostos que VOCÊ PAGA é gasto.

Folha de São Paulo, domingo, 31 de agosto de 2003

Processos revelam preferências

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

As licitações da Presidência para compra de comida expõem os hábitos gastronômicos palacianos. Um exemplo: o presidente, seus familiares e os funcionários a seu serviço consumirão no segundo semestre 8,78 toneladas de carne, aí incluído o consumo do Palácio do Jaburu, onde mora o vice José Alencar.
As peças favoritas são o filé mignon, o miolo de alcatra, a picanha e o frango. A seleção inclui também ossobuco e costelinha suína. O custo total é de R$ 51,3 mil. Para o período de março a junho, a Presidência desembolsara R$ 65,7 mil em alimentos. Além de arroz e feijão, adquiriram-se amêndoas secas e chocolates. As empresas concorrentes não apresentaram cotação de alguns produtos como chá de jasmim, spray de chantilly e geléia de laranja. Outra licitação trata de pão e biscoitos finos. No segundo semestre, os palácios devem receber 7.500 pães de sal e 5.700 pacotes de pão de forma. A conta da padaria é R$ 12,3 mil. A licitação para o cafezinho estimou o consumo em 4.500 pacotes de 0,500 kg. O Planalto estimava custo de R$ 3,10 o pacote. Saiu por R$ 2,10.

COMPRAS DE CASA

Mesmo com o contingenciamento, Presidência planeja gastos com taças de cristal e churrasqueira
Licitações de Lula incluem aviário e ginásio de esportes

LEILA SUWWAN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Apesar da ordem generalizada de austeridade nos gastos do governo, a Presidência da República não vem economizando em suas aquisições desde a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
As compras licitadas incluem até despesas com a construção de um aviário, nos jardins do Palácio da Alvorada. Custará cerca de R$ 23 mil. Servirá aos patos e às emas que transitam pelo
gramado da residência oficial de Lula. Segundo o edital do governo, "tais serviços visam aprimorar, modernizar e aperfeiçoar os espaços destinados às aves".
Também haverá obras no Palácio do Planalto. Decidiu-se finalizar a construção do ginásio de esportes -um espaço com 147 m2 com sala de fisioterapia. A obra está avaliada em R$ 62.500. O ginásio começou a ser levantado em 2000, mas parou em 2001. A Casa Civil explica que a estrutura será usada para o condicionamento físico da equipe de segurança presidencial. Na praça de esportes do Planalto já existem duas quadras poliesportivas, dois campos de futebol, sauna e academia de ginástica.
As obras alcançarão a Granja do Torto, residência alternativa de Lula, que ganhará iluminação nas cercas, uma sala para jornalistas e banheiro próximo à sauna. De resto, planeja-se ampliar as áreas da churrasqueira e do salão "para atividades institucionais". Sob suposto risco de desabamento, os forros das varandas também serão substituídos.

Sucateamento

O governo terá de remanejar verbas para suportar os gastos. De acordo com a Casa Civil, a Presidência dispunha, em 2003, de um orçamento de R$ 388 mil para obras, reformas e reparos nos palácios e órgãos a eles vinculados. Com o contingenciamento do começo do ano, cerca de 34% dos recursos foram bloqueados. Restaram R$ 256 mil. Só as obras do Torto custarão R$ 279 mil. O Planalto justifica as obras e as compras com o argumento de que a estrutura à disposição de Lula estava sucateada, após os oito anos do tucanato. (Como fica FHC diante dessa acusação?)
A Folha analisou os processos de licitação. Os itens da lista são bem variados. Prevêem, por exemplo, a aquisição de equipamento de mergulho. Estima-se gastar com tais equipamentos R$ 38 mil. Serão usados em operações de segurança preventiva nos trajetos percorridos pela lancha presidencial no lago Paranoá.
Novos eletrodomésticos estão sendo comprados para as copas e salas do presidente e de outras autoridades. No novo gabinete de Lula em São Paulo, onde pretende despachar com mais frequência, haverá frigobar, máquinas de café, forno elétrico, TVs e vídeo. Para a Secretaria de Comunicação, foram licitados liquidificador, sanduicheira e microondas.
A segurança presidencial instalou escritórios em São Bernardo (SP) e Florianópolis (SC) -onde moram os filhos de Lula - e também ganhou geladeiras, fogões, cafeteiras e bebedouros.
A segurança solicitou maletas "tipo 007" e máquinas fotográficas digitais para o reconhecimento dos locais por onde o presidente passa. O salão oval do Planalto e a sala de entrevistas com a imprensa também estão ganhando equipamento de áudio novo. Cerca de R$ 315 mil foram reservados para essa finalidade.
Os palácios estão passando, de resto, por uma renovação de enxoval. Agora, a intenção é comprar, por R$ 152.600, entre outros itens, roupões de algodão de fio egípcio, taças de cristal, toalhas, lençóis e colchões. Espera-se gastar ainda R$ 15.200 com 40 peças de jogo americano.

De: Claudio Palmeira
Data: 03/09/2003 02:47
Assunto: Reforma da Previdência - A verdade

Cara Célia,

Tudo bem ?

Seu site está cada vez melhor !

Estou enviando um arquivo powerpoint (zipado) em anexo (sem virus) que explana de forma clara que a Seguridade Social é superavitária.

Abraços

Claudio Palmeira
Blog "Partidos Traidores ?"

De: Dep. Federal Chico Alencar
Para: cenery@bol.com.br
Data: 08/08/2003 18:41
Assunto: Votação do Chico
Arquivos Anexos:
O engodo do PFL na taxação dos aposentados.doc

Célia,
A razão da votação do Chico está na nota em anexo. Você lendo verá que a
notícia não corresponde aos fatos.
Abraços,
Saraiva - assessor

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Do site de Chico Alencar:
ABSTENÇÃO
O voto abstenção não é omissão, tanto que, por não se somar aos 3/5 necessários à aprovação do projeto, foi considerado dissidente e poderá nos levar a receber punições. Qualquer projeto de Emenda Constitucional precisa ter 308 votos SIM. E esse nos recusamos a dar.
A abstenção, no seu simbolismo, indica como é difícil para nós transgredir uma decisão coletiva do Partido - valor que o PT sempre cultivou. Por outro lado, mostra que somos contra o caráter global da proposta aprovada, mas não contra o nosso governo, que queremos ajudar a trilhar o rumo das mudanças reais, que já tardam.

O ENGODO DO PFL NA TAXAÇÃO DOS APOSENTADOS
Não votamos o projeto da Previdência, contrariando determinação do nosso Partido e cientes das conseqüências políticas e disciplinares da ABSTENÇÃO, por entendermos que a Emenda Global, mesmo modificada para melhor, contém equívocos estruturais de momento, método e mérito. Repetiremos este voto no segundo turno.
Na votação de destaques, havia um, do PFL, que acabava por suprimir a constitucionalização do limite de R$ 1.200 para isenção de taxação dos aposentados. Não mereceu nosso voto não apenas em função da deliberação da Bancada a respeito, que só em situações-limite deixamos de seguir. Este destaque supressivo, na realidade, não é o que parece e sim uma armadilha: aprovada a supressão - que nunca foi proibição de taxação - estaria aberta a porta para a cobrança de aposentados a partir do piso de R$ 240, como acontece hoje em vários dos 12 estados, 10 capitais e 2.146 municípios onde a cobrança já é feita.
Nossa posição contra a cobrança dos atuais aposentados já estava expressa no fato de não votarmos na PEC como um todo, que introduzia esse procedimento.
Com a Emenda Constitucional aprovada no dia 5/8, sem o nosso voto, nenhum ente federado poderá cobrar ou continuar cobrando de funcionários públicos aposentados que recebem menos de R$ 1.200, como parece querer o PFL.

Para dissidente,a luta continua
DORA KRAMER
[JORNAL DO BRASIL 09/AGO/2003]

A decisão da cúpula do PT de não punir os oito deputados que optaram pela abstenção na votação do texto base da reforma da Previdência, não terá como contrapartida a obediência futura da ala esquerda do partido.
Nem o ''desta vez passa'' insinuado pelo presidente do partido, José Genoíno, será capaz de impedi-los de fazer a mesma escolha no segundo turno de votação. E mais: continuarão votando contra o governo quando considerarem o conteúdo das propostas inaceitável.
Incluem-se na lista alguns aspectos da lei de Falências, a autonomia do Banco Central, proibição da produção de alimentos transgênicos, direitos trabalhistas, entre outros temas antes sacralizados pelo PT e hoje pontos de honra apenas para os chamados rebeldes.
E nestas questões, antecipa o deputado Chico Alencar, os ''contra'' poderão ser em número bastante mais significativo que o grupo dos oito abstencionistas da Previdência.
A alegação da direção petista para não puni-los - deixando a ameaça de expulsão limitada apenas aos três deputados que cravaram o ''não'' no painel eletrônico da Câmara - foi a de que os oito, no dia seguinte, votaram a favor do governo na emenda contrária à taxação dos inativos.
Segundo Chico Alencar, essa decisão não pautou-se pelo temor da sanção, mas baseada na convicção de que a emenda do PFL ''era pior que o soneto''.
Pelo seguinte: da forma como estava redigida, e sendo emenda supressiva, ela eliminaria do texto original a isenção de cobrança para os aposentados que ganham até R$ 1.440 na União e R$ 1.200 nos estados e municípios.
''Na prática, os 11 estados e 2.000 municípios que fazem essa cobrança hoje continuariam a fazer, sem piso de isenção'', argumenta Chico Alencar. ''A questão era enganosa, não protegia de fato os aposentados''.
Ou seja, ele quer dizer que tratou-se de um caso específico. A tese, defendida por Genoíno, de que agora tudo pode terminar bem porque daqui para frente tudo será diferente, e os dissidentes serão sobretudo obedientes, não corresponde à realidade.
''Não dá para firmar nenhum compromisso antecipado de votação''. A maleabilidade exibida pela direção do PT, na opinião de Alencar, ''facilita o diálogo, mas não garante submissão''.
Se o preço dessa independência for a expulsão ou a impossibilidade de conseguir legenda para disputar eleições, Chico Alencar diz que ele e outros companheiros estão dispostos a pagar. ''Pela primeira vez na minha vida, considero seriamente a hipótese de fazer política fora do PT''.
A solução, o grupo (cerca de 30 deputados) tem conversado a respeito, é o governo tornar-se ''mais moderado'' com relação a suas políticas e mais respeitoso no que tange às circunstâncias do partido.
''É crescente a tendência de nos impor a autonomia governamental, como nos velhos partidos de Estado''. E contra isso, assegura o deputado, a luta continua.

Santo de barro

Na teoria, os donos da máquina partidária, principalmente num partido disciplinado como o PT, dispõem também da força da pressão.
Na prática, porém, os dissidentes, mesmo ameaçados de expulsão ou subtração de legenda, não estão em posição tão desvantajosa assim.
O PT é a maior bancada da Câmara hoje, com 93 deputados que, em breve, tudo indica serão 90. Se os oito que se rebelaram na reforma da Previdência fossem expulsos, a representação cairia para 82.
Longe ainda do segundo partido em número, o PFL, com 69 deputados.
Mas, é evidente, o PT não pode se descuidar e abrir a porta de saída com tanta desenvoltura. Sob pena de perder a condição de primeira bancada e, com isso, a prerrogativa de indicar o presidente da Câmara.

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Mensagem de C. Palmeira, do blog "Partidos Traidores?"

Tudo bem ?

"( ... ) ao longo do dia de hoje, estarei incluindo um link em meu blog e no "Fórum Idéias e Ideais" que gostaria muito de seu ingresso e participação. Há todas as tendências políticas e visamos promover um fórum de alto nível e creio que estamos conseguindo. Já temos mais de 1.500 mensagens.

http://www.debatespoliticos.com/forumpolitica/

Conto com sua participação, ficaria honrado.

Lamentavelmente vimos um exemplo de traição e incoerência politica neste país.

Eu confesso que perdi o encanto com a política. Ver o presidente da camara cercar o congresso com a PM, retardar o resultado da votação do destaque que retirava a contribuição dos inativos para que a Roseana Sarney, ACM e Genoíno ("Falsoíno"), fossem buscar os deputados ausentes para aumentar o quorum , foi uma vergonha. Para aprovar o texto principal da reforma foi muito rápido...veja como estamos bem servidos no congresso...

Temos que lutar com nossas forças e capacidade para eternizar na internet esses traidores do Estado Brasileiro e estelionatários eleitorais que outrora defendiam o funcionalismo.

Lula é a maior decepção política desse país. Consegue ser pior que Collor, que ao menos, sabíamos quem era...

Que Deus ajude o PT nas próximas eleições e que o povo, principalmente o funcionalismo , tenha a decência de não votar nos pelegos do PT e PCdoB.

Obrigado pela mensagem de apoio e vamos manter contato !

Abraços,

Claudio Palmeira.

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Mensagem do Dep. Chico Alencar, por e-mail em 07/08/2003:

Prezada Célia

Num momento como este, de trabalho intenso e decisões difíceis, é
sempre bom receber mensagens de apoio, como a sua. Segue, anexada, a
declaração de voto dos 8 deputados que optaram pela abstenção.
Chico Alencar

anexo:

Por que não votamos na Emenda da Previdência

     Nós, deputados petistas que não votamos na Emenda Aglutinativa da mudança constitucional da Previdência Social, cujas alterações finais foram consideradas insuficientes inclusive pela CUT, temos plena consciência do significado político de nossa posição de ABSTENÇÃO e declaramos que:

1. O verdadeiro problema estrutural da Previdência Social é a escandalosa exclusão de mais de 50% da população trabalhadora brasileira de seu âmbito. O que é necessário, além de uma vigorosa política de reforma agrária, de reforma urbana e de retomada do crescimento, é uma fiscalização governamental implacável e incorruptível e uma verdadeira política de seguridade social includente.

2. A alteração proposta - e aprovada num dia de cerceamentos à presença popular e de aceleração da votação - não assegura essas condições; sequer é um requisito prévio, não procedendo a argumentação de que os "privilégios" dos servidores atuais e dos aposentados impedem uma expansão e direção do gasto público para beneficiar os outros trabalhadores. Ela não transfere renda através do Estado, nem através do mercado, para os setores mais empobrecidos dos trabalhadores e da população. É também forçoso reconhecer que parte da crise econômica brasileira, e da recessão que bate às portas, deve-se ao confisco salarial perpetrado contra o funcionalismo público (um dos pilares do mercado interno) durante os últimos governos.

3. As alterações oferecidas não criam novas modalidades de Previdência Social e retiram alguns direitos jamais questionados nos programas e nos discursos de campanha do PT. Sua tramitação e apreciação final, a toque de caixa, não combina com o regime democrático. Toda vez que governos, para resolverem seus problemas de caixa, mexem nos direitos adquiridos, abala-se o Estado de Direito.

4. O fato de que existam notórias distorções na remuneração e benefícios das carreiras de Estado impõe aos poderes públicos a necessidade de corrigi-las, dentro do método participativo que o PT sempre defendeu e praticou. Uma primeira providência é evidentemente o estabelecimento de tetos para a remuneração de todos os servidores, enquanto o decorrer do tempo se encarregará de eliminar, dos encargos da União, dos Estados e municípios, as superaposentadorias e outras acumulações, aleijões que uma legislação patrimonialista e permissiva permitiu e incentivou. A quase totalidade do funcionalismo público na ativa e na aposentadoria, porém, não goza de nenhuma regalia. Seus direitos estão assegurados na mesma Constituição que fundou as bases para a legitimidade da alternância de poder que o governo atual confirma.

5. A proposta de mudança na Previdência, além de negociada previamente com os governos estaduais mergulhados em profunda crise fiscal, foi encaminhada ao Poder Legislativo para atender a uma expectativa do Fundo Monetário Internacional, cujos resultados em outros países já mostraram sua perniciosidade. No nosso caso, um pressuposto básico foi desconsiderado: a discussão do papel do Estado e de seu tamanho para suprir as necessidades essenciais da população e do desenvolvimento social.

6. Um governo que tem o Partido dos Trabalhadores como sua coluna vertebral não pode dar margem à transferência de recursos da Previdência Social para o capital financeiro especulativo. A experiência internacional na matéria é francamente negativa. Mesmo nos casos de uma forte tradição liberal de mercado, como nos Estados Unidos da América, os prejuízos para aposentadorias e poupanças, derivados de suas ligações com o mercado de capital e os portfólios de ações empresariais , têm sido devastadores.

7. A Previdência Social universal foi e é um dos mecanismos mais importantes para a redução das desigualdades, que são quase naturalmente o resultado de um sistema econômico concentrador como o capitalismo. Somente instituições que busquem exatamente fugir ao predomínio da lei do lucro conseguiram, ao longo da história do capitalismo, ajudar a reduzir as iníquas distorções econômicas e sociais.

8. A Previdência Social, na forma pensada e posta em ação pelo neoliberalismo, é parte de um amplo processo de desmanche do Estado regulador. Não há crescimento e desenvolvimento econômico possível para as nações da periferia sem um Estado ativo e presente, pois nossas condições de periferia não recomendam os puros automatismos do mercado. A experiência brasileira e de outras nações da periferia demonstram que não foi a posse de uma moeda própria a condição para o desenvolvimento, mas a utilização de outras formas e instituições, entre as quais a Previdência Social, que acumulou e carreou fundos para o desenvolvimento.

9. A satanização dos funcionários públicos não serve à causa republicana e democrática. Não há Estado republicano sem uma forte, preparada e adequadamente remunerada função pública, cuja impessoalidade e imparcialidade são condições sine qua non para os próprios interesses privados. Sem desconhecer as distorções e imperfeições existentes no Serviço Público, que devem ser urgentemente corrigidas, é preciso proclamar sua prevalência sobre a tradição de um Estado patrimonialista, lugar onde todas as oligarquias e burguesias predatórias têm realizado o assalto ao dinheiro público para beneficiar-se. Que o digam as espantosas dívidas do empresariado com a própria Previdência Social.

Fomos orientados nesta difícil decisão pelos princípios que construíram a tradição de lutas do Partido dos Trabalhadores, cuja necessária e indormida vigilância conseguiu atenuar a depredação dos direitos sociais no período de FHC.
Nosso voto reafirma a convicção de que não podemos violar a trajetória do PT na defesa dos direitos dos trabalhadores e do Serviço Público de qualidade. Ele se deu em nome da coerência com as ações e votos anteriores proferidos pelo nosso Partido em favor da Previdência Pública no Congresso Nacional.
A nossa abstenção simboliza nossa discordância com relação à Reforma da Previdência, não significando, entretanto, rompimento com a bancada, o partido e o governo, com quem queremos continuar dialogando, na perspectiva da construção de um governo democrático e popular em nosso país, fundamental para atender às expectativas e às esperanças de nosso povo.
Nosso clamor, que é o de milhares de petistas de todo o Brasil e dos nossos eleitores, é para que a agenda de mudanças reais lideradas pelo nosso governo comece de fato. Obviamente, ela não tem nada a ver com redução de verbas para a educação e saúde, precarização de direitos trabalhistas, continuidade dos exorbitantes ganhos de bancos, renovação de acordo de elevado superávit primário com o FMI, alimentos geneticamente modificados, autonomia do Banco Central e inserção subordinada na ALCA.

Brasília, 6 de agosto de 2003

Chico Alencar PT/RJ
Ivan Valente PT/SP
João Alfredo PT/CE
Maninha PT/DF
Mauro Passos PT/SC
Orlando Fantazzini PT/SP
Paulo Rubem PT/PE
Walter Pinheiro PT/BA

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Mensagem de C.M. Marques 07/08/2003

"Sra Celia,
Tomo a liberdade de lhe escrever sobre sua opiniao em relacao a reforma da previdencia.
Estou plenamente de acordo com a sra, e acho que infelizmente ela nao ajudara a ninguem nem resolvera os problemas de deficit. Infelizmente este governo tanto quanto o anterior desvia a atencao da sociedade fazendo passar funcionario
publico como de marajas, pessoas que so tem uma visao que e se aproveitar ao maximo do cargo e trabalhar o menos possivel. Nao sou funcionaria sou pensionista, meu pai trabalhou mais de 40 anos no departamento de imprensa nacional e se aposentou com o cargo de diretor de producao e o seu salario atual seria de R$2.095,00. Nao posso dizer que meu pai foi um maraja ou que eu receba uma pensao milionaria.
Colocar a culpa em cima do funcionalismo publico e no minimo uma covardia e uma falta de respeito.
Atenciosamente
Celia Maria Marques"
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Mensagem de L. N. Freire: 05/08/2003

A Banda (letra atualizada) -

Estava puto da vida
Quando o PT me chamou
Pra ver a coisa mudar
Com Lula paz e amor

A minha gente sofrida
Então no Lula votou
Pra ver a coisa mudar
Cantando coisas de amor

O empresário que já tava quebrando votou
O operário que nem tava jantando votou
A estudantada que não tinha escola votou
Para ver, ouvir e dar passagem

O camponês ha muito tempo calado sorriu
O nordestino que já tinha murchado se abriu
E a igrejada toda se assanhou
Pra ver o Lula mudar
O que Fernando estragou

O aposentado se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A professora debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A arenga velha se espalhou na avenida e insistiu
A militante que vivia escondida surgiu
A minha pátria toda se enfeitou
Pra ver o Lula mudar o que Fernando deixou

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo ficou no lugar
Depois que o Lula chegou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois do Lula chegar
Cantando coisas de amor.
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Mensagem de I. R. de Oliveira:

Parabéns pelo seu site!

Estou enviando este texto do jornal Estado de Minas, de 03/08/2003. como colaboração, pois expressa com muita propriedade, de maneira equilibrada a situação atual em que vivemos, alertando ao presidente Lula que ainda há tempo de mudar, tomar as rédeas, ter pulso. Precisamos lutar para que tenhamos uma sociedade justa, onde todos tenham obrigações e direitos respeitados.

"Quem acredita, luta

Os brasileiros não podem ter medo de cobrar do presidente que ele nos dê alforria, nos liberte, do jugo internacional que atravanca o nosso desenvolvimento

(Petrônio Souza Gonçalves - Escritor)

Na igreja consagrada a Nossa Senhora da Piedade, em Belo Oriente, Leste mineiro, durante a rotineira pregação dominical, padre Luis, inspirado, definiu: O cristianismo é o fermento do povo... . O Brasil é basicamente um país cristão, católico, em toda sua extensão, divisando com o protestantismo o legado religioso brasileiro. As lutas populares organizadas têm quase sempre seus alicerces na igreja, que no interior do Brasil vêm buscando uma forma nova de pedir, lutar e alcançar os seus objetivos.

O presidente Lula sabe muito bem disso, pois em sua caminhada à Presidência da República trilhou os caminhos católicos da CNBB e do protestantismo liberal. Hoje, talvez Lula esteja distante deste fermento cristão, que alimenta os sonhos do povo e o faz arregaçar as mangas e seguir na luta pelos seus ideais. Está faltando ao Lula fermentar junto com o povo os seus antigos desejos de um mundo mais justo, mais igualitário, para a comunhão dos ensinamentos cristãos.

Ao lado de Lula, o germe deste fermento se faz presente, tendo as figuras teológicas e libertárias de Frei Betto e Leonardo Boff, duas personalidades que emergiram da ala progressista católica, homens que tiveram os ensinamentos cristãos entranhados em suas vidas. Está faltando a eles chegarem ao presidente, buscarem a conciliação das promessas de campanha com o governo atual, exercerem o conselho espiritual que durante anos foi exercido pela Igreja junto às dinastias reais.

Agora, neste primeiro momento, é hora das lideranças espirituais e ideológicas estarem norteando o governo Lula, para que ele se volte à luz que o fez chegar à Presidência, à realidade do Brasil, cheia de desemprego, fome, miséria e desilusão. Está faltando ao presidente se juntar à massa brasileira, de onde ele emergiu e se comprometeu a mudar a nossa realidade, que vem há anos sendo servil às exigências internacionais e omissa aos interesses internos.

As lideranças religiosas têm essa missão junto ao governo Lula, porque elas apontaram ao povo, com sua força mobilizadora e missionária da fé, a acreditar naquele que veio do meio do povo, no que era igual. Foi com entusiasmo Deus dentro de cada um que o brasileiro deu o seu voto a Lula, acreditando em uma nova forma de governo para o Brasil, voltado para os anseios de 170 milhões de cristãos que sempre acreditaram na força do líder, do missionário. Lula precisa comungar com os seus velhos sonhos, seus ideais mais verdadeiros, porque nele o povo acreditou e depositou sua fé, sua esperança, sua verdade.

Esse mesmo povo não pode agora estar à espera de um milagre, de uma luz divina que toque o coração e a consciência do presidente Lula; ele tem que, por meio de sua mobilização, cobrar, fazer com que o presidente cumpra com as suas promessas de campanha, pois foi ela a grande vencedora nas últimas eleições e, Lula, com os olhos marejados, disse em todos os canais de TV que a esperança havia vencido o medo .

Os brasileiros não podem ter medo de cobrar do presidente que ele nos dê alforria, nos liberte do jugo internacional, que atravanca o nosso desenvolvimento, o crescimento, do país mais rico do mundo. Ele tem que ter esperança de, com sua força, mudar o rumo entreguista do novo governo, fermentando idéias de amor à pátria, da soberania nacional e realização do sonho, que, até antes das eleições, o presidente Lula fomentou.

Assim, como o fermento é que faz a massa crescer, os sonhos libertários cristãos irão guiar os brasileiros pelos caminhos tortuosos da independência, da autodeterminação, que só acabará quando nos tornarmos um povo livre e o gigante deitado em berço esplêndido acordará para sempre do sono aprisionador, derrotando o medo para ser feliz.”

Cordialmente,

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Recebido de C. Kerber (P.Alegre)::

"Tua auto-biografia está ótima. Eu não tenho coragem de me desnudar assim
para o público, mas admiro quem a tem."
( ... )
"...uma dúvida que vem me inquietando ultimamente: Se fizermos um cálculo
de11% sobre o valor que exceder os R$1.058,00 de cada funcionário público
aposentado do Brasil, e dizem que tem alguns que ganham proventos
astronômicos, a que cifra chegaremos? E onde e em que será aplicado todo
esse valor? Faz de conta que não sabemos! E, qual a consequência evidente?
É dinheiro que deixará de circular no mercado, com a consequente diminuição
no consumo, retração nas vendas, aumento do desemprego e etc. ´Será que o
nosso presidente Lula, deslumbrado viajante, pensou nisso?

Resposta: C., quanto à minha biografia, pensei muito antes, poderia não ter sequer usado meu nome verdadeiro. Mas cheguei à conclusão de que, se queria que este fosse um ambiente de procura de soluções, de discussões com o intuito sincero de ajudar, de melhorar, e não só de criticar, seria melhor colocar claramente quem sou, o que me moveu a começar.
O principal objetivo de contar a minha história, foi de mostrar que não somos privilegiados, eu e você e milhares de outros homens e mulheres neste Brasil, inclusive o presidente, trabalhamos muito, vencemos muitas barreiras, para termos uma vida decente, educarmos nossos filhos e crescer junto com nosso país. Se temos uma situação melhor que a dos milhões de desempregados, de sem-terra e sem-teto, é porque nos rebelamos e lutamos. Claro que também tivemos sorte, aproveitamos as oportunidades que a vida nos apresentou, sempre de modo legal e absolutamente ético. Tenho minha consciência totalmente tranqüila quanto a isso, e sei que você também. Tanto no serviço público como na empresa privada, trabalhamos muito, servimos ao público como deveria ser feito e talvez até um pouco mais...
Quanto às conseqüências do desconto de 11% dos inativos, eu pelo menos sei de alguém que vai sofrê-las assim que a medida entrar em vigor: Não tenho nenhum "supérfluo" para cortar, nada mesmo, meu orçamento está mais do que apertado, está deficitário, o único pequeno luxo que me tenho permitido é a "secretária do lar", que recebe um salário mínimo, mais INSS e ajuda de custo para condução. Tudo isto dá pouco mais de trezentos reais, o valor que me será descontado... É absolutamente lamentável, mas não tenho mais nada para cortar, a menos que comece a dar calote nos juros das minhas dívidas, mas o governo diz que dívida é sagrado. E se eu não pagar as minhas, aí sim, ficará impossível continuar.

(início)