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Correspondência
recebida |
Recebidas:
De: AMarcolini De: Pedro Correia "Caiu a máscara", editorial do Unafisco sobre os
interesses envolvidos na reforma Um dos destaques aprovados, o do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), foi exatamente o único que deveria ter sido rejeitado, pois permitiu a concorrência entre o sistema público e o privado na cobertura de acidentes de trabalho. Em outras palavras, é a privatização do sistema. A aprovação desse destaque também mostrou que o PFL, que vinha posando de oposição durante todo o processo, tinha interesses particulares nesse ponto. Os maiores interessados na concorrência para a cobertura dos acidentes de trabalho são os bancos, que vêm financiando as campanhas do PFL. Os parlamentares do PMDB também foram peças-chave na questão da privatização do sistema de seguro. Como o PT liberou as bancadas do bloco governista para votar da maneira que achassem conveniente nesse ponto, boa parte do PMDB fechou acordo com o PFL e conseguiu aprovar o destaque. O que há por trás desse acordo não está explícito, mas é óbvio que os parlamentares desses partidos não estão tratando de matérias de interesse da sociedade. A postura dos parlamentares é, no mínimo, vergonhosa. Não
se está decidindo a vida de uma parcela pequena da população
e sim de milhares de brasileiros, que estão vendo seus direitos
serem subtraídos da Carta Magna por sugestão do presidente
da República, eleito com o voto de milhares de brasileiros (entre
eles os servidores públicos), prometendo mudanças para melhorar
o sistema e não para jogá-lo nas mãos da iniciativa
privada, cujo objetivo é o lucro, antes de qualquer outra coisa. De M.Freire Só para mexer com a memória ----- Original Message ----- Vocês se lembram do estudante de medicina que foi encontrado na piscina da USP, morto em 1999, acabando por morrer afogado mecanicamente (isto significa, que mesmo ele não sabendo nadar, ainda assim, foi jogado várias vezes ao fundo da piscina, mais ou menos durante uns 5 minutos em estado de agonia até que não resistisse mais) num trote realizado na USP? Então, vocês têm que saber que até hoje, no
ano de 2003, ninguém foi responsabilizado pela morte do rapaz. Tome nota dos acusados: BRASILEIRO QUE É BRASILEIRO, NÃO PODE ESQUECER. SÓ ASSIM CONSEGUIREMOS EVITAR OS DOUTORES "JORGE FARAH"
DE NOSSAS VIDAS E DE NOSSA SOCIEDADE. GUARDE OS NOMES DELES PARA QUE VOCÊ
SAIBA QUE ELES ESTÃO POR AÍ, A SOLTA.
Assunto: " Conheça "Seu" Alberto, o Carioca "
(ZM) Alô, Amigo(a)s ! Paixão revolucionária pela notícia
Jussara Padilha, que se diz "leitora permanente"
deste Jornal Reciclado, envia um cálculo interessante sobre o palacete
do banqueiro Cid Ferreira, do Banco Santos : "você acha que um apartamento de 200 m2 é um bom
apartamento? Muito bom, não? Pois esta mansão comporta 22
apartamentos desses. O vendedor de churrasquinho que se estabeleceu próximo
da obra para ganhar um dinheirinho com a peãozada (são 390
operários) espera juntar um dinheirinho para comprar também
a sua casa. Seriam uns 50 m2? Pois caberiam 90 dessas casas, para mais
de 400 pessoas. Considerando que o custo do metro quadrado de construção
de luxo é mais alto, certamente daria para construir e colocar
toda infraestrutura em uma vila para 120 famílias, talvez 500 a
600 pessoas." O Jornal Reciclado estima que daria para muito mais, Jussara. O vendedor
de churrasquinho estaria pensando em gastar mais que uns 40 mil reais
na sua casinha? Certamente que não, então, em casinhas de
40 mil reais, uma construção que já consumiu 50 milhões
antes de estar pronta, daria para 1.250 casas. Umas 5.000 a 6.000 pessoas!
Célia D. Martinelli
Estou escrevendo para esta equipe para dar os parabéns pelo belo trabalho. Eu sempre me interessei por política e agora que tenho internet estou lendo mais aqui e gostei muito das referências que vocês dão, eu tenho 74 anos e estou começando agora, mas vou sempre participar. Ficar observando o governo e o congresso é muito bom, nós temos mesmo que participar. Eliseu C. Brasci
Alô, Amiga(o)s ! Aqui vai mais uma garimpagem do Amaury, na Folha de S. Paulo de hoje,
no artigo diariamente assinado na pág. 3 ( Opinião ) por
Clóvis Rossi, do Conselho Editorial da Folha. Mais uma vez lembro
que essas minhas garimpagens não são movidas por preferências
político-partidárias , religiosas ou coisas similares .
Mas, apenas, pelo espírito de pluralismo de idéias . Tanto
mais que vejo que Clóvis Rossi parece não se conduzir por
preferências pessoais . Mais vamos ao texto de Rossi :
ACONFRARIA
- Revista Eletrônica de Livrepensar Olá! Conheça a revista A Confraria, sempre com novos artigos e matérias sobre política e sociedade nas colunas Ao Mirante Nelson, Eu escrevo, Eles Escrevem, TT Catalão e outras. A seção Cultura & Artes, de poesia, artes visuais, crônicas, cinema e música já está no ar com textos e imagens de Xenïa Antunes, Nicolas Behr, TT Catalão, Marcelo Guimarães Lima, Janus Mazursky e Arturo Bandini. A seção Mentecorpo, por Nelson Marins, oferece uma deliciosa e divertida abordagem sobre comunicação com os artigos da série Quem não se comunica se trumbica. Curta também Alice, o teu país, uma viagem poética, política e social pelo Brasil e veja fotos dos fatos que registram cenas da capital federal. Se você quer divulgar algum evento artístico ou literário na seção Cultura & Arte em Brasília, entre em contato conosco por e-mail. E se o seu pensamento se alinha com o conteúdo da revista e quiser ser um colaborador, envie-nos seus textos, poemas, artigos ou imagens (mais informações no site, em Como Colaborar). Abraços xenïa antunes editor@aconfraria.com.br
De: A. Santos Celia, ( ... )com a vivência de mais de 60 anos acompanhando e participando das lutas de nosso povo, acredito que uma equipe de jovens revolucionários como é formado o governo, não se deixarão enredar por Sarneys, ACEmes e tantos outros eternos donos do poder a favor dos ricos e contra as camadas sofridas de nosso povo, porém a vigilância que você e tantos patriotas estão exercendo é fundamental. Não é necessário desesperar, a libertação da dominação do capital explorador é tarefa difícil e longa. Na mesma direção ofereço mais um trabalho que peço examinar. Sent: Friday, September 19, 2003 10:59 AM Chávez e Lula Tarso Genro Ministro de Estado O governo do presidente Lula e o governo do presidente Chávez, da Venezuela, podem servir de parâmetros na América Latina, relativamente às abordagens possíveis da esquerda -dentro do Estado Democrático de Direito - para a transição de um modelo de desenvolvimento de estagnação econômica e mais concentração de renda a um outro modelo de recoesão social, desenvolvimento, emprego e distribuição de renda. O coronel Chávez, um nacionalista sinceramente preocupado em defender os direitos dos pobres e excluídos, está cercado politicamente por um requerimento firmado por 2,7 milhões de pessoas. Elas pedem, constitucionalmente, um plebiscito para o encurtamento do seu mandato. O Produto Interno Bruto da Venezuela caiu 15% nos últimos anos e quem paga a conta não são os ricos ou setores médios privilegiados, com reservas dolarizadas. São as classes médias baixas e os trabalhadores de renda mínima, bem como os pequenos comerciantes, micro, pequenos e médios empreendedores. Nada disso importa para certos setores voluntaristas que se sentem contemplados e satisfeitos quando o dogmatismo se torna ação: Chávez é que é corajoso ao ''enfrentar o imperialismo''. Independentemente de que a vida da ampla maioria do povo tenha piorado e que o próprio mandato do presidente esteja ameaçado por uma Constituição Democrática, que ele mesmo inspirou. O presidente Lula tem sido solidário ao presidente Chávez. Como deve ser qualquer mandatário democrático e coerente com as idéias de justiça social, mormente num país como a Venezuela, em que a oposição é dirigida pelas piores oligarquias golpistas. As mesmas que enriqueceram pela apropriação privada do Estado e que souberam muito bem realizar, durante as décadas em que se sucederam no poder, a rapina de boa parte da riqueza da nação. O grande erro do presidente Chávez foi subestimar as instituições e a sociedade formal, ou seja, aqueles grupos orgânicos da estrutura social, pelos quais passa a produção, a formação da opinião. Ali onde estão o saber técnico, a vida dos partidos, os interesses de classe e de corporações - justos ou injustos - através dos quais a política se realiza. Porque a política não é pura vontade imposta pela ação, mas é um conjunto de mediações, de engenharia de vínculos culturais e sociais, de intervenção na cultura, de apropriação das legalidades da economia. A política democrática moderna é a intenção pública transformada em ação hegemônica Chávez não compreendeu isso, como compreenderam os grandes quadros políticos contemporâneos que, à esquerda, ao centro e à direita, souberam proporcionar aos seus países grandes avanços históricos: Lênin, quando compreendeu que a NEP era a própria possibilidade de manutenção da Revolução, com um rápido retorno a uma economia capitalista privada para reconstruir a Rússia destruída pela guerra; Kennedy, quando fez das reformas anti-segregacionistas o elemento vital da recoesão social da nação americana na década de 60; Winston Churchill, quando encarnou, acima das classes e das ideologias, a sobrevivência da nação inglesa agredida pelo nazismo. Aqui no Brasil o presidente Lula, ao contrário do que ocorre com o presidente Chávez, constituiu um sistema de alianças que é a chave da governabilidade e do convívio harmônico entre os poderes. Isso ocorre sem o sufocamento da sociedade civil, mas, ao contrário, buscando integrá-la nas suas principais políticas públicas. Mudança com governabilidade e governabilidade para a mudança, eis a visão realista e, ao mesmo tempo, transformadora, que dá sustentação ao governo do presidente Lula. O conteúdo das mudanças e o seu ritmo foram determinados, democraticamente, pelas eleições, quando a cidadania acolheu apenas parcialmente o programa de transformações do PT e nos orientou no sentido de ampliarmos a nossa sustentação política, através de um novo sistema de alianças no segundo turno. A composição minoritária do governo no Congresso Nacional foi outro claro sinal. O presidente Lula governa a partir dessas condições, porque assim é possível governar dentro da Constituição, para fazer as mudanças possíveis - crescimento da economia, distribuição de renda e inclusão social -, cujo ritmo é determinado pela ação política democrática que consolida o Estado de Direito e afirma a cidadania. -------------------------------------------------------------------------------- Tarso Genro é ministro-chefe da Secretaria Especial do Desenvolvimento
Econômico e Social
Celia julgo que este tema merece ser divulgado, não sei se foi recebido por você Declarações de voto Fonte: Correio da Cidadania Wladimir Pomar é escritor e analista político De: A. Marcolini Alô, pessoal do Jornal Reciclado! Faltando à Argentina Roberto Mangabeira Unger (Folha de S. Paulo - 16.09.03) "Dois movimentos positivos ocorrem na diplomacia brasileira. Um é o esvaziamento parcial do projeto da Alca: o terreno de negociação demarcado pelos Estados Unidos e favorável a seus interesses vem sendo substituído por outros terrenos ou mais específicos ou mais gerais (a OMC) onde aqueles interesses terão maior dificuldade em se impor. O outro é a busca de acertos estratégicos com os demais países continentais em desenvolvimento. Esse segundo movimento, de enorme significado potencial para o Brasil e para o mundo, está ainda em seus primórdios. O primeiro passo é lutarem separadamente os países grandes e marginalizados por interesses pontuais: cada um por si. O segundo é atuarem juntos por interesses pontuais compartilhados (como o fim dos subsídios agrícolas). E o terceiro é lutarem em conjunto para reformar as regras do jogo econômico e político internacional. Apenas começamos a dar o segundo passo e a descobrir sua insuficiência. Esses dois movimentos certeiros acontecem, porém, num vazio de debate a respeito de nossa política exterior, sem a âncora indispensável de projeto interno claro e forte de reconstrução nacional e sob a liderança de um governo que acaba de demonstrar sua covardia e sua confusão. Dizia o cardeal Richelieu que os homens se revelam mais por pequenos atos do que pelos grandes. Nada mais revelador da natureza de nossos governantes do que a omissão conivente do governo brasileiro no enfrentamento da Argentina com o FMI. Excedendo-se na convicção sincera de que os adversários de antigamente sempre tiveram razão e apegado à conveniência ilusória de não intranquilizar seus supostos financiadores, públicos e privados, no Norte, o governo brasileiro violentou nossos interesses nacionais de duas maneiras distintas. Em primeiro lugar, porque convergir e solidarizar-se com a Argentina figuram entre nossos interesses nacionais mais profundos e duradouros, transcendendo preocupações de comércio e de conjuntura. E em segundo lugar, porque, com sua atitude evasiva, negou o governo brasileiro apoio a iniciativa importante para nosso futuro nacional. O Brasil só pode se afirmar e se desenvolver numa ordem global cujas regras econômicas e políticas abram espaço para rumos nacionais divergentes. O enfrentamento do FMI pelo governo Kirchner (enfrentamento agora bem-sucedido, a contragosto do governo Lula) marcou capítulo no esforço para construir tal ordem. Desmentiu mais uma vez os que prevêem apocalipse para quem rejeite o formulário dispensado por Washington e Wall Street. Saiba o povo argentino que o acocoramento do governo brasileiro foi visto também no Brasil com indignação e com nojo. Não meça o compromisso dos brasileiros para com os argentinos pelas fraquezas dos homens que transitoriamente ocupam o poder entre nós. A grandeza da Argentina é a grandeza do próprio Brasil. Tudo que a enaltecer, que a libertar dos constrangimentos injustos a que tem sido submetida e que a ajudar a ficar de pé entre as nações enaltecerá nosso país. Que a Argentina releve como aberração o lambe-botas que levou o governo brasileiro a faltar para com ela na hora em que menos tinha o direito de fazê-lo. E que os brasileiros se preparem para se livrar, pelo voto, dos que são mundanos demais para mudar o mundo."
De: Vilma Célia, o site está muito bom. Está nos mantendo
atualizados de tudo, de assuntos variados. Agora vem aí a Reforma
Trabalhista, será que o Governo do Partido dos Trabalhadores
será o responsável por tirar direitos dos trabalhadores
que nem as ditaduras mexeram?
De: A. Rowe Data: 16/09/2003 Exemplo de Ética e Moral Petista - Comprinhas "básicas" Folha de São Paulo, domingo, 31 de agosto de 2003 DA SUCURSAL DE BRASÍLIA As licitações da Presidência para compra de comida
expõem os hábitos gastronômicos palacianos. Um exemplo:
o presidente, seus familiares e os funcionários a seu serviço
consumirão no segundo semestre 8,78 toneladas de carne,
aí incluído o consumo do Palácio do Jaburu, onde
mora o vice José Alencar. COMPRAS DE CASA Mesmo com o contingenciamento, Presidência planeja gastos com
taças de cristal e churrasqueira LEILA SUWWAN Apesar da ordem generalizada de austeridade nos gastos do governo, a
Presidência da República não vem economizando em suas
aquisições desde a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
Sucateamento O governo terá de remanejar verbas para suportar os gastos. De
acordo com a Casa Civil, a Presidência dispunha, em 2003, de um
orçamento de R$ 388 mil para obras, reformas e reparos nos palácios
e órgãos a eles vinculados. Com o contingenciamento do começo
do ano, cerca de 34% dos recursos foram bloqueados. Restaram R$ 256 mil.
Só as obras do Torto custarão R$ 279 mil. O Planalto
justifica as obras e as compras com o argumento de que a estrutura à
disposição de Lula estava sucateada, após os oito
anos do tucanato. (Como fica FHC diante dessa acusação?)
De: Claudio Palmeira Cara Célia, De: Dep. Federal Chico Alencar Célia, _____________________________________________________________________ Do site de Chico Alencar: Para dissidente,a luta continua
Santo de barro Na teoria, os donos da máquina partidária, principalmente
num partido disciplinado como o PT, dispõem também da força
da pressão. ___________________________________________________________________________ Mensagem de C. Palmeira, do blog "Partidos Traidores?" Tudo bem ? Lamentavelmente vimos um exemplo de traição e incoerência
politica neste país. __________________________________________________________________________ Mensagem do Dep. Chico Alencar, por e-mail em 07/08/2003: Prezada Célia Num momento como este, de trabalho intenso e decisões difíceis,
é anexo: Por que não votamos na Emenda da Previdência Nós, deputados petistas que não votamos na Emenda Aglutinativa da mudança constitucional da Previdência Social, cujas alterações finais foram consideradas insuficientes inclusive pela CUT, temos plena consciência do significado político de nossa posição de ABSTENÇÃO e declaramos que: 1. O verdadeiro problema estrutural da Previdência Social é
a escandalosa exclusão de mais de 50% da população
trabalhadora brasileira de seu âmbito. O que é necessário,
além de uma vigorosa política de reforma agrária,
de reforma urbana e de retomada do crescimento, é uma fiscalização
governamental implacável e incorruptível e uma verdadeira
política de seguridade social includente. 2. A alteração proposta - e aprovada num dia de cerceamentos
à presença popular e de aceleração da votação
- não assegura essas condições; sequer é um
requisito prévio, não procedendo a argumentação
de que os "privilégios" dos servidores atuais e dos aposentados
impedem uma expansão e direção do gasto público
para beneficiar os outros trabalhadores. Ela não transfere renda
através do Estado, nem através do mercado, para os setores
mais empobrecidos dos trabalhadores e da população. É
também forçoso reconhecer que parte da crise econômica
brasileira, e da recessão que bate às portas, deve-se ao
confisco salarial perpetrado contra o funcionalismo público (um
dos pilares do mercado interno) durante os últimos governos. 3. As alterações oferecidas não criam novas modalidades
de Previdência Social e retiram alguns direitos jamais questionados
nos programas e nos discursos de campanha do PT. Sua tramitação
e apreciação final, a toque de caixa, não combina
com o regime democrático. Toda vez que governos, para resolverem
seus problemas de caixa, mexem nos direitos adquiridos, abala-se o Estado
de Direito. 4. O fato de que existam notórias distorções na
remuneração e benefícios das carreiras de Estado
impõe aos poderes públicos a necessidade de corrigi-las,
dentro do método participativo que o PT sempre defendeu e praticou.
Uma primeira providência é evidentemente o estabelecimento
de tetos para a remuneração de todos os servidores, enquanto
o decorrer do tempo se encarregará de eliminar, dos encargos da
União, dos Estados e municípios, as superaposentadorias
e outras acumulações, aleijões que uma legislação
patrimonialista e permissiva permitiu e incentivou. A quase totalidade
do funcionalismo público na ativa e na aposentadoria, porém,
não goza de nenhuma regalia. Seus direitos estão assegurados
na mesma Constituição que fundou as bases para a legitimidade
da alternância de poder que o governo atual confirma. 5. A proposta de mudança na Previdência, além de
negociada previamente com os governos estaduais mergulhados em profunda
crise fiscal, foi encaminhada ao Poder Legislativo para atender a uma
expectativa do Fundo Monetário Internacional, cujos resultados
em outros países já mostraram sua perniciosidade. No nosso
caso, um pressuposto básico foi desconsiderado: a discussão
do papel do Estado e de seu tamanho para suprir as necessidades essenciais
da população e do desenvolvimento social. 6. Um governo que tem o Partido dos Trabalhadores como sua coluna vertebral
não pode dar margem à transferência de recursos da
Previdência Social para o capital financeiro especulativo. A experiência
internacional na matéria é francamente negativa. Mesmo nos
casos de uma forte tradição liberal de mercado, como nos
Estados Unidos da América, os prejuízos para aposentadorias
e poupanças, derivados de suas ligações com o mercado
de capital e os portfólios de ações empresariais
, têm sido devastadores. 7. A Previdência Social universal foi e é um dos mecanismos
mais importantes para a redução das desigualdades, que são
quase naturalmente o resultado de um sistema econômico concentrador
como o capitalismo. Somente instituições que busquem exatamente
fugir ao predomínio da lei do lucro conseguiram, ao longo da história
do capitalismo, ajudar a reduzir as iníquas distorções
econômicas e sociais. 8. A Previdência Social, na forma pensada e posta em ação
pelo neoliberalismo, é parte de um amplo processo de desmanche
do Estado regulador. Não há crescimento e desenvolvimento
econômico possível para as nações da periferia
sem um Estado ativo e presente, pois nossas condições de
periferia não recomendam os puros automatismos do mercado. A experiência
brasileira e de outras nações da periferia demonstram que
não foi a posse de uma moeda própria a condição
para o desenvolvimento, mas a utilização de outras formas
e instituições, entre as quais a Previdência Social,
que acumulou e carreou fundos para o desenvolvimento. 9. A satanização dos funcionários públicos
não serve à causa republicana e democrática. Não
há Estado republicano sem uma forte, preparada e adequadamente
remunerada função pública, cuja impessoalidade e
imparcialidade são condições sine qua non para os
próprios interesses privados. Sem desconhecer as distorções
e imperfeições existentes no Serviço Público,
que devem ser urgentemente corrigidas, é preciso proclamar sua
prevalência sobre a tradição de um Estado patrimonialista,
lugar onde todas as oligarquias e burguesias predatórias têm
realizado o assalto ao dinheiro público para beneficiar-se. Que
o digam as espantosas dívidas do empresariado com a própria
Previdência Social. Fomos orientados nesta difícil
decisão pelos princípios que construíram a tradição
de lutas do Partido dos Trabalhadores, cuja necessária e indormida
vigilância conseguiu atenuar a depredação dos direitos
sociais no período de FHC. Brasília, 6 de agosto de 2003 Chico Alencar PT/RJ _______________________________________________________________________ Mensagem de C.M. Marques 07/08/2003 "Sra Celia, Mensagem de L. N. Freire: 05/08/2003 A Banda (letra atualizada) - Estava puto da vida Mensagem de I. R. de Oliveira: Parabéns pelo seu site! Estou enviando este texto do jornal Estado de Minas, de 03/08/2003. como colaboração, pois expressa com muita propriedade, de maneira equilibrada a situação atual em que vivemos, alertando ao presidente Lula que ainda há tempo de mudar, tomar as rédeas, ter pulso. Precisamos lutar para que tenhamos uma sociedade justa, onde todos tenham obrigações e direitos respeitados.
"Quem acredita, luta Os brasileiros não podem ter medo de cobrar do presidente que ele nos dê alforria, nos liberte, do jugo internacional que atravanca o nosso desenvolvimento (Petrônio Souza Gonçalves - Escritor) Na igreja consagrada a Nossa Senhora da Piedade, em Belo Oriente, Leste mineiro, durante a rotineira pregação dominical, padre Luis, inspirado, definiu: O cristianismo é o fermento do povo... . O Brasil é basicamente um país cristão, católico, em toda sua extensão, divisando com o protestantismo o legado religioso brasileiro. As lutas populares organizadas têm quase sempre seus alicerces na igreja, que no interior do Brasil vêm buscando uma forma nova de pedir, lutar e alcançar os seus objetivos. O presidente Lula sabe muito bem disso, pois em sua caminhada à Presidência da República trilhou os caminhos católicos da CNBB e do protestantismo liberal. Hoje, talvez Lula esteja distante deste fermento cristão, que alimenta os sonhos do povo e o faz arregaçar as mangas e seguir na luta pelos seus ideais. Está faltando ao Lula fermentar junto com o povo os seus antigos desejos de um mundo mais justo, mais igualitário, para a comunhão dos ensinamentos cristãos. Ao lado de Lula, o germe deste fermento se faz presente, tendo as figuras teológicas e libertárias de Frei Betto e Leonardo Boff, duas personalidades que emergiram da ala progressista católica, homens que tiveram os ensinamentos cristãos entranhados em suas vidas. Está faltando a eles chegarem ao presidente, buscarem a conciliação das promessas de campanha com o governo atual, exercerem o conselho espiritual que durante anos foi exercido pela Igreja junto às dinastias reais. Agora, neste primeiro momento, é hora das lideranças espirituais e ideológicas estarem norteando o governo Lula, para que ele se volte à luz que o fez chegar à Presidência, à realidade do Brasil, cheia de desemprego, fome, miséria e desilusão. Está faltando ao presidente se juntar à massa brasileira, de onde ele emergiu e se comprometeu a mudar a nossa realidade, que vem há anos sendo servil às exigências internacionais e omissa aos interesses internos. As lideranças religiosas têm essa missão junto ao governo Lula, porque elas apontaram ao povo, com sua força mobilizadora e missionária da fé, a acreditar naquele que veio do meio do povo, no que era igual. Foi com entusiasmo Deus dentro de cada um que o brasileiro deu o seu voto a Lula, acreditando em uma nova forma de governo para o Brasil, voltado para os anseios de 170 milhões de cristãos que sempre acreditaram na força do líder, do missionário. Lula precisa comungar com os seus velhos sonhos, seus ideais mais verdadeiros, porque nele o povo acreditou e depositou sua fé, sua esperança, sua verdade. Esse mesmo povo não pode agora estar à espera de um milagre, de uma luz divina que toque o coração e a consciência do presidente Lula; ele tem que, por meio de sua mobilização, cobrar, fazer com que o presidente cumpra com as suas promessas de campanha, pois foi ela a grande vencedora nas últimas eleições e, Lula, com os olhos marejados, disse em todos os canais de TV que a esperança havia vencido o medo . Os brasileiros não podem ter medo de cobrar do presidente que ele nos dê alforria, nos liberte do jugo internacional, que atravanca o nosso desenvolvimento, o crescimento, do país mais rico do mundo. Ele tem que ter esperança de, com sua força, mudar o rumo entreguista do novo governo, fermentando idéias de amor à pátria, da soberania nacional e realização do sonho, que, até antes das eleições, o presidente Lula fomentou. Assim, como o fermento é que faz a massa crescer, os sonhos libertários cristãos irão guiar os brasileiros pelos caminhos tortuosos da independência, da autodeterminação, que só acabará quando nos tornarmos um povo livre e o gigante deitado em berço esplêndido acordará para sempre do sono aprisionador, derrotando o medo para ser feliz.
Cordialmente, ___________________________________________________________________ Recebido de C. Kerber (P.Alegre):: "Tua auto-biografia está ótima. Eu não tenho
coragem de me desnudar assim Resposta: C., quanto à minha biografia, pensei muito antes,
poderia não ter sequer usado meu nome verdadeiro. Mas cheguei à
conclusão de que, se queria que este fosse um ambiente de procura
de soluções, de discussões com o intuito sincero
de ajudar, de melhorar, e não só de criticar, seria melhor
colocar claramente quem sou, o que me moveu a começar. (início)
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